29 de setembro de 2010

Entrevista com Ronaldo Luiz

Mais uma entrevista exclusiva do Pocket! E dessa vez é com o simpático Ronaldo Luiz Souza, autor de “Raízes e azas”.  Então vamos lá!
Quer ler a resenha de raízes e azas? Clique AQUI

Você sempre quis ser escritor?
Sim, desde muito cedo. Ainda garoto, com apenas seis anos, criei minha primeira história em quadrinhos. Colecionava revistinhas e de tanto ler, resolvi criar também algumas histórias.
Mas isto foi esquecido durante muito tempo. Apenas na adolescência voltei a escrever: poemas, letras de música e peças de teatro. Daí pulei para a literatura. Escrevi meu primeiro romance (ainda inédito!) e o engavetei. Mas após a faculdade e meu emprego conquistado, perguntei pra mim mesmo: E agora? O que há mais para viver? Qual o sentido de uma vida onde todos os dias são previsíveis e monótonos em sua rotina? Passei um tempo nesta reflexão existencial, até descobrir que aquilo que mais gosto de fazer, que me realiza como ser humano, é escrever boas histórias, aquelas que eu também gostaria de ler, e que ainda não haviam sido escritas ou contadas.

De onde surgiu a idéia de escrever um livro tão diferente como “Raízes e asas” já que a maioria dos livros fala de seres humanos?
Renasci de minha crise existencial redescobrindo meu caminho de escritor. Somente aí eu poderia realizar-me e obter prazer: daí nasceram parte das reflexões de Raízes e Asas, aquelas que falam sobre desenvolver nossos dons e trabalhar nossos sonhos. A idé
 ia do livro Raízes e Asas veio aos poucos, mas sempre com uma carga emocional muito grande. Eu via o pássaro e sua angústia: toda a liberdade do mundo e, em determinado momento de sua vida, atado ao sofrimento, incapaz de se libertar. O pinheiro, dono de uma personalidade otimista e sonhadora, poética até, teve de reinventar a si mesmo em sua solidão. E o desenrolar da história de ambos nada mais é que uma alegoria da vida humana: nossas angústias, dificuldades, frustrações, sonhos, fracassos, vitórias e prazeres. Se Raízes e Asas não tem personagens humanos (a humanidade aparece apenas como uma referência: causa das devastações e mortes) deixa entrever em seu lirismo, como uma fábula que é, toda a imensa gama de emoções, sentimentos, dúvidas e reflexões que habitam em nós e nos acompanham na busca pela nossa própria verdade.
O que você quis passar aos leitores em sua obra?
Acima de tudo a idéia de reflexão: sobre a vida, do ponto de vista do indivíduo ou da espécie humana; sobre desenvolvermos nossos dons e irmos atrás de nossos sonhos; sobre nossa responsabilidade por nossas escolhas, vitórias e derrotas e, conseqüentemente, nossa felicidade ou amargura; sobre o nosso hoje e o nosso amanhã; a brevidade de nossa existência; a preo
 cupante questão ambiental.
Raízes e Asas é um livro para ser lido e relido.

Quais foras suas principais influencias no estilo de escrever?
Li muitos autores brasileiros e estrangeiros. Um deles que muito me marcou foi J.M. Simmel, que escreveu bastante sobre os dramas humanos na sociedade alemã após a segunda Guerra Mundial. Mas li autores de todos os estilos. Alguns clássicos e outros populares, até mesmo Contos de Fadas. De Emile Bronté, com o seu O Morro dos Ventos Uivantes, à Richard Bach. Também Júlio Verne, Asimov, Clarke, Lobato, Sheldom, Robim Cook, Huxley, Oscar Wilde,
 Olavo Bilac, Machado de Assis, Marcelo Rubens Paiva, Marion Zimmer Bradley, etc. Não conseguiria listar tudo que já li e nem a quantidade porque sempre estive lendo alguma coisa durante todos os anos de minha vida. Acho que me formei no prazer da leitura. Sem ele, não teria me aventurado por tantas histórias e autores. Mas é certo que, numa época onde não havia computadores e internet, comunidades virtuais, e era apenas estudante, o tempo livre era muito maior e eu o aproveitava em minhas viagens literárias.

Como sabemos, lançar um livro no Brasil não é nada fácil, como foi essa experiência pra você?
Foi uma experiência frustrante e difícil. No início, como todo autor i
 niciante, colecionei cartas de rejeição das editoras. E constatei que muitas delas, senão todas, sequer liam o original. E demoravam cerca de seis meses para responder. Uma lástima. Então, decidi engavetar alguns originais para oportunidades mais propícias, e resolvi trabalhar durante dois anos com antologias. Foi uma ótima oportunidade para exercer a criatividade em uma infinidade de gêneros literários: drama, romance, ficção científica, horror, suspense. Publiquei em umas vinte antologias até o momento. No meu blog principal (http://cantodetextosepalavras.blogspot.com/) existe a relação de todos os livros publicados em co-autoria.
 blogspot.com/
Após algum tempo, decidi que publicaria Raízes e Asas de qualquer forma, e aconteceu de, na época, eu vir a conhecer a Editora Usina de Letras, através de meu amigo José Araújo, que acabara de publicar um livro por lá. Vendo que o pessoal estava engajado em realizar um bom trabalho, resolvi arriscar e acredito ter feito uma boa escolha. O livro já pode ser adquirido em algumas livrarias físicas e virtuais, como a Saraiva, Cultura, Siciliano e Travessa. A relação de todas encontra-se no blog do livro (http://livroraizeseasas.blogspot.com/) e encontra-se constantemente atualizada, bem como das notícias a respeito do livro.
Diga para as pessoas porque devem ler seu livro e o que vão encontrar nele:
As pessoas podem ler Raízes e Asas para simplesmente se divertirem, se emocionarem ou se inspirarem. Vão encontrar em Raízes e Asas muitas reflexões interessantes e se despertarem para a importância de suas ações em sua própria vida e no mundo. Vão encontrar ali também a inspiração e a coragem para lutarem pela realização de seus sonhos. E espero que com isto, possam ser mais felizes.
Que conselho você daria para alguém que quer escrever um livro?

1 – Escreva sobre o que goste;
2 – Leia bastante e pesquise sobre o que quer escrever;
3 – Escreva fluentemente primeiro, sem se preocupar com correções. Neste momento nasce a criatividade e é melhor deixá-la fluir, ainda que algumas coisas não façam muito sentido à primeira vista.
4 – Encaixe as melhores ideias. Criada a espinha dorsal de sua história, vá escrevendo primeiro e corrigindo depois.
5 – Quando achar que o texto está pronto, deve revisá-lo incessantemente. Tenha autocrítica. Nenhuma obra-prima nasce pronta da noite para o dia. Se possível, uma leitura crítica de terceiros, será proveitosa. Fique alguns dias sem pegar no texto, e depois leia-o atentamente procurando erros e corrigindo-os. Apenas submeta seu original à uma editora após esgotadas intensas revisões. Pode ter certeza que ainda assim um revisor profissional ainda lhe arguirá alguma coisa.
6- Procure a editora certa para sua obra. Dê uma olhada no catálogo da editora antes d
 e enviar seu original. Isto já lhe adianta bastante.
7 – Nunca desista. Continue escrevendo. Se sua primeira história não alcançou sucesso, talvez uma segunda....
Muito obrigada pela entrevista e pela oportunidade que me deu de resenhar seu livro e de ter essa entrevista com o blog! Te desejo bastante sucesso e que possa realizar todos os seus sonhos.
Eu é quem agradeço pela oportunidade e pela resenha. Também desejo sucesso para o blog. E
 muita felicidade para todos os leitores desta entrevista.






2 comentários :

  1. Adoro entrevistas, é muito bom conhecer um pouco dos autores, nossos novos talentos.
    Parabéns amiga!

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